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25/08/10
As nações excluídas pela
FIFA (terceira parte)
A KTFF,
Federação de Futebol do Chipre do Norte, é mais uma instituição que organiza
torneios para seleções excluídas pela FIFA. Trata-se de uma dissidência da
NF-Board, à qual já falamos anteriormente, que promove a ELF Cup, cuja sigla
significa Equalitie, Libertie, Fraternitie (Igualdade, Liberdade, Fraternidade),
notório lema que remete à Revolução Francesa. O campeonato inaugural se deu, em
2006, no próprio Chipre do Norte. Os participantes foram divididos em dois
grupos. No “A”: Quirguistão, Zanzibar, Groenlândia e Gagaúzia. No “B”: Chipre do
Norte, Criméia, Tadjiquistão e Tibete. Tadjiquistão e Quirguistão, ex-repúblicas
soviéticas, foram representados por suas equipes de futebol de salão, pois já
pertencem aos quadros da FIFA. O Afeganistão fora convidado, mas temendo
punições, declinou da honraria, sendo substituído por Gagaúzia, uma parte
autônoma da Moldávia. Em homenagem ao povo gagauz, o qual descende dos turcos
seljúcidas, aqui vai publicado o brasão (foto) para a contemplação de nossos
curiosos leitores. Na chave “A” se classificaram Quirguistão e Zanzibar. Na “B”
se habilitaram Chipre do Norte e Criméia. Esta última proclamou a sua
independência em 5 de maio de 1992, mas concordou posteriormente em permanecer
como parte integrante da Ucrânia como uma República autônoma. Na disputa do
terceiro lugar, Quiguistão venceu Zanzibar nos pênaltis por 9 a 8, após empate
de 2 a 2 no tempo normal. Na decisão, Chipre do Norte venceu a Criméia por 3 a
2, sagrando-se campeã da ELF Cup. O elenco era composto por Hasan Piro, Serkan
Önet, Erdinç Börekçi, Serhan Önet, Hüseyin Amcaoğlu, Coşkun Ulusoy, Ekrem
Keleşzade, Ertaç Taşkıran (artilheiro da competição com 5 gols), Hamis Çakır,
Derviş Kolcu e Serdar Dural.
Que fim levou? Anchieta
Você
perguntou, a coluna pesquisou e trouxe as respostas. Fundado em 1° de junho de
1919 e sediado no bairro homônimo, o Anchieta (foto) se prepara para retornar às
competições de âmbito profissional. Afastado desde 2000, o clube que veste as
cores rubro-negras, passou por momentos difíceis que quase o levaram à extinção.
Em 9 de maio de 2007, a agremiação passou pelo momento mais crítico de sua
história. O seu patrimônio, que inclui a sede social e o estádio, foi posto a
leilão por conta da acumulação de décadas de dívidas de IPTU. Por 70 mil reais,
Ademar Barbosa arrematou o clube, livrando-o das garras da especulação
imobiliária e de seu conseqüente e inevitável fim, assumindo desde então a sua
direção. A partir daí, o Anchieta passou a figurar com sucesso nos campeonatos
promovidos pela Liga de Desportos de Nova Iguaçu, vencendo, em 2009, a Taça
Cidade de Nova Iguaçu, categoria Sub-14. Em 2010, foi vice da Taça Rio de
Juniores da Copa Dinamite. Por conta de algumas dívidas trabalhistas, mudou o
seu registro para Associação Esportiva Mariópolis, contudo, interessando-se em
retomar a antiga nomenclatura, que passará à fantasia, de Sport Club Anchieta,
em detrimento de Esporte Clube Anchieta, que perdurou por várias décadas. O
representante Jorge Luiz Souza já está em conversações com a Ferj, para refiliar
o clube e a sua conseqüente volta à Terceira Divisão, certame do qual foi
campeão em 1992. Entre os inúmeros títulos de seu pavilhão há o de campeão
carioca da Segunda Divisão de 1933, promovido pela Associação Metropolitana de
Esportes Atléticos (AMEA), o de campeão estadual da Quarta Divisão de 1998 e o
de vice-campeão estadual da Terceira Divisão em 2000, além dos vários outros
conquistados em mais de trinta anos de disputa do antigo Departamento Autônomo
(D.A). Em outubro começará a preparação visando a Terceirona de 2011. Os
treinamentos físicos serão no campo do Às de Ouro, que se situa a duas quadras
da sede. O presidente Ademar Barbosa, que rebatizou o estádio de “Barbosão”, o
qual se encontra em boas condições, está aberto a parcerias visando uma
participação positiva na competição.
Mocidade, o outro representante de Anchieta
Em
Anchieta, do outro lado da linha de trem, existe uma agremiação, de menor
expressão esportiva, chamada Mocidade Futebol Clube (foto), fundada em 16 de
fevereiro de 1932. De cores alvirrubras, chegou a disputar, em 2005, o antigo
Departamento de Futebol Amador da Capital, quando o mesmo era presidido por
Marco Antonio. O presidente é Carlos Alberto Oliveira, conhecido popularmente
por Grande. Não o encontramos no momento de nossa visita. O campo, bastante
modesto, não possui nome nem arquibancadas, mas a categoria Infantil está em
plena atividade e até algum tempo liderava o Campeonato Iguaçuano. Seria
interessante que a agremiação pelo menos voltasse a figurar no Campeonato Amador
da Capital, para, quem sabe, no futuro, almejar novos e mais ousados horizontes.
Sétima rodada do Cinquentão em Meriti
No
último domingo (24), foi disputada a sétima rodada da terceira edição do
Campeonato da Liga Independente de São João de Meriti, categoria Sub-50
(Supersênior), sob o comando do secretário de trânsito e segurança do município
e vereador licenciado, Otojanes Coutinho de Oliveira. Jorge Bastos Formiga cuida
da organização do certame. Às 10h, em Vila São João, o Fênix empatou em 1 a 1
com o Éden. Todas as outras partidas começaram às 11h. Em Vila Rosali, no José
da Costa França, Íris e Fazenda empataram em 1 a 1, no jogo que valia a ponta da
tabela. Na Vila Tiradentes, no Alcério de Andrade, o Coqueiros (foto), atual
campeão, conseguiu uma importante vitória ao vencer o Periquitos por 3 a 2,
assumindo a liderança isolada da competição. Já no Antonio Mossoró, em Venda
Velha, o Novo Brasil goleou o Vila São João por 9 a 0, demonstrando que está em
curva ascendente. Vale ressaltar, no entanto, que a equipe visitante atuou com
menos dois jogadores. Desse jeito periga até desistir do campeonato por falta
absoluta de condições mínimas. Folgou o Coelho da Rocha. A classificação de
momento é a seguinte. 1° Coqueiros, 14; 2° Íris, 13; 2° Fazenda, 12; 4° Novo
Brasil, 8 (saldo 10), Éden, 8 (saldo 0) e Fênix, 8 (saldo -4). 7° Periquitos, 6;
8° Coelho da Rocha, 4; 9° Vila São João, 0.
A próxima rodada (oitava), marca os seguintes confrontos no próximo domingo
(29). Às 10 horas, na Vila São João, Vila São João x Éden. Às 11 horas, em Vila
Rosali, Fazenda x Fênix. Em Coelho da Rocha, no José Amorim Pereira, Periquitos
x Coelho da Rocha. E finalmente, na Venda Velha, Novo Brasil x Íris. Folga:
Coqueiros. O turno dessa primeira fase é único. Os quatro primeiros se
classificam para a fase semifinal. O líder jogará partidas de ida e volta contra
o quarto, enquanto o terceiro mede forças contra o segundo colocado, também em
jogos de ida e volta. A decisão, em partida única, será no estádio do Coelho da
Rocha.
Figura da semana: Antonio Sérgio (Atlético Rio)
Antonio
Sérgio de Souza (foto) é o responsável pelo gerenciamento do Atlético Rio
Futebol Clube, agremiação rubro-negra fundada em 10 de maio de 2002, que apontou
no cenário futebolístico como Atlético Clube Forças do Bem. O seu debuto no
profissionalismo ocorreu no ano seguinte, na Terceira Divisão, ocasião em que
chegou à terceira fase. A ONG Forças do Bem mantém um centro de treinamentos em
Itaguaí, promovendo importante trabalho social com meninos carentes da região.
Os garotos são encaminhadas ao esporte atividade que agrega cidadania,
disciplina e identidade. A organização trabalha políticas sociais básicas de
esporte, educação, saúde, qualificação profissional, saneamento, meio-ambiente e
ecologia junto a crianças e jovens em situação de risco social. Criada em 2000,
desenvolve ainda políticas de apoio às famílias, no sentido de melhorar as
condições sócio-econômicas. Parabéns ao Antonio Sérgio e ao presidente Damázio
Desidério pelo belo trabalho.
Escudo da semana: Itaboraí Profute
Para os
amigos colecionadores repassamos em primeira mão o novo escudo do Profute, que a
partir de 2010 se intitula Itaboraí Profute Futebol Clube. Nem mesmo o site da
Ferj contém o novo logotipo. Fundado em 4 de junho de 2004, a agremiação
presidida por Roger Walter Kuster tem a premissa de revelar e exportar talentos
para o futebol do País e exterior. Para tanto, mantém uma boa estrutura, sediada
em Tanguá, local de preparação das categorias de base. O clube disputa certames
promovidos pela Ferj e Liga Gonçalense de Desportos. É o ‘papão’ de títulos em
São Gonçalo. Estreou na Terceira Divisão do Rio de Janeiro em 2005, sendo
eliminado na primeira fase. No ano seguinte foi convidado a disputar a
Segundona, mas não conseguiu passar da fase preliminar. Em 2007, quase foi
rebaixado à Terceira, salvando-se no chamado “Grupo da Morte”, situação
semelhante a que ocorreu neste 2010. As cores, anteriormente verde, branca e
vermelha passarão a ser azul, branca e vermelha.
Mínimas
>>Time novo no pedaço se filia à FERJ. Dessa vez é para o quadro profissional.
Chama-se Vêneto Futebol Clube. Da onde é? Não sei. Alguém sabe? Emails para a
coluna.
>>Haverá mais um novo filiado para os próximos dias. Não posso ainda adiantar
qual, mas é clube de empresário e o nome será o da filha do presidente. Podem
acreditar!
>>Ano que vem o limite de idade poderá finalmente acabar na Terceira Divisão do
Rio. Se os clubes quiserem, podem no arbitral terminar de uma vez com essa
injustiça, que não é outra coisa, senão uma tremenda reserva de mercado que
valoriza uns em detrimento de atletas com idade ainda produtiva. O regulamento,
que só permite a utilização de apenas três jogadores com idade superior a 23
anos, tem a vigência de três anos, podendo ser modificado em 2011. A decisão
ficará com os clubes na reunião do próximo conselho arbitral da Série C de
Profissionais. Pense nisso!
Um grande abraço, amigos, e até a próxima semana com mais novidades.
* André Luiz Pereira Nunes é professor, pesquisador e historiador do futebol
carioca, além de mestrando em literatura brasileira pela UERJ.
>> Email para essa coluna:
adrnunes@hotmail.com
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