19/05/09


Villa Rio era carta fora do baralho,
mas está na Série B do Rio

O fato de o Villa Rio entrar na competição sem estar jogando a categoria Júnior, não foi questionada durante o arbitral da Série B carioca, na última quinta-feira (14), na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Um bom e saudável gancho em prol da legalidade, seria alguém pedir a palavra e dizer: “O Céres, por não comparecer a dois jogos, foi eliminado da Segundona de Juniores e cortado da categoria profissional. Qual foi o critério adotado no caso Villa Rio, pois o clube não consta do edital de convocação e nem está jogando a Segundona de Juniores?”.
Embora o regulamento publicado após a reunião tenha dado ‘brecha’ com o ‘estar inscrito’, alguém poderia levantar a questão. Até para não passar a imagem de ‘arbitral do amém’.
Chamou a atenção no encontro, a presença do ex-presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, sem estar atuando em clubes da divisão. O fato de estar ali e participar da mesa, ao lado do sorridente, Rubens Lopes (foto), para muitos foi sinal de força junto à entidade. “Não se pode negar: doutor Eurico tem muitos defeitos, mas entende do riscado e se impõe politicamente no futebol carioca”, declarou um dirigente, pedindo anonimato.

Varela com os ‘pés no chão’

Em conversa com este colunista, o presidente do Bangu, Jorge Varela (Foto), mandou dizer à torcida alvirrubra que está trabalhando para formar bons times a partir da base e também tornar o futebol profissional viável em 2010. “É preciso agir com a razão e com os pés no chão. Não disputar a Série D foi a saída devido a falta de condições financeiras para tal”, disse, acrescentando: “Estamos investindo na base do clube e conversando com alguns possíveis parceiros. Vamos ter boas notícias para os torcedores”.
Por ser o Bangu um clube de tradição no futebol brasileiro, o presidente entende a ansiedade da torcida: “Pelo peso da nossa camisa, a galera não aceita que fiquemos fora de uma competição nacional”.

Ninguém entendeu

O Estácio de Sá foi convocado pela Ferj, participou do arbitral da Série B, estava relacionado em um dos grupos, mas foi ‘rifado’ da competição, em comunicado assinado pelo vice da área técnica, Alcides Antunes. Até ontem à noite, o presidente Alberto Caldas procurava junto ao dirigente, uma explicação convincente para a eliminação de seu clube.

Ninguém entendeu (2)

Ainda sobre a eliminação do Estácio de Sá, os ‘fatos supervenientes’, citado no ato oficial deveria ser explicado aos leigos. Trata-se de um termo forense que quer dizer ‘o ocorrido após’.
Embora dirigentes do Estácio e da Ferj prefiram amenizar o fato, há quem diga que algo grave deve ter acontecido para a guilhotina ter funcionado. Vamos aguardar.

Duílio ou Dário?

Dirigentes do Bréscia conversam com o técnico Duílio Dias para comandar o time na Série B do Estadual, mas há uma corrente no clube favorável à chegada de Dário Lourenço, campeão da Segundona, com o Volta Redonda, em 2004. Os cartolas esperam definir tudo até a próxima sexta-feira. Ex-zagueiro do Fluminense, Duílio está ansioso para trabalhar.

TJD ‘ferrou’ o Cano

Presidente do Americano, César Gama, está uma arara com o TJD da Ferj, que puniu pesado o clube de Campos. Tudo porque o Cano ficou preso em um engarrafamento no trevo de Itaboraí, amplamente divulgado pela imprensa, e não conseguiu chegar ao Caio Martins para jogar com o Boavista. O dirigente está correndo atrás para escapar da suspensão de todas as competições, em 2010.

Rápido & Rasteiro


>> Quem tem padrinho não morre pagão. Essa afirmação dita cotidianamente por nossos avós, não é ultrapassada. Está viva no futebol brasileiro. Quem tem ‘bençãos’ se dá bem. Quem é pagão, sofre muito. É só acendermos nosso ‘lado Lince’ para perceber.

>> Galocha, treinador dos profissionais do Leme, está de bola cheia. Além de ter o apoio dos dirigentes do novo clube carioca, goza da admiração dos amigos técnicos de futebol e dos próprios comandados.

>> Apesar dos boatos dando conta da saída do Mesquita FC, do Estadual de Futebol Feminino Adulto, o responsável pela modalidade no Tubarão da Baixada, Mário Cezar Ribeiro, disse à coluna que ainda não desistiu. O clube espera fechar patrocínios e disputar.

>> O colunista não pode acreditar na história de que o Bréscia cederá seus direitos de disputa para o Queimados FC, da Baixada Fluminense, jogar a Série B, em seu lugar. Se bem que os dois gozam da proteção do ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda. Não será surpresa.

>> É preciso prestar mais atenção: até ontem, no regulamento da Série B carioca, indicava o início da mesma para 15 de julho, mas na tabela a primeira rodada acontecerá dia 16 do mesmo mês. Se não houver evento de abertura no dia 15, foi uma escorregada.

>> Financeiramente, está difícil para os clubes sem patrocínio jogar no Rio. Só na Terceira Divisão deste ano, quem mandar partidas deverá desembolsar mais de R$ 2 mil, segundo um dirigente. Para jogos sem renda, realmente, será um ato de coragem.


CAMISA DEZ
Veste o representante e homem-forte do Arraial do Cabo, Valquir Pimentel. No arbitral da Terceirona (Série C) ele propôs a regionalização dos grupos e conseguiu aprová-la.


CAMISA ZERO
Vai para a divulgação de resultados invertidos e diferentes pelo site da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), em algumas partidas das competições em disputa.


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>> E-mail para esta coluna: jotacarvalho@papoesportivo.com
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