24/10/11

Pérolas do futebol e seus personagens (1)

Quando o papo são as frases-pérolas ditas por jogadores e cartolas do futebol, dois craques ganham destaque na ‘modalidade’. O finado e inigualável ex-presidente do Corinthians, Vicente Matheus, fora de campo, e o folclórico Dadá Maravilha, revelado pelo Campo Grande, dentro das quatro linhas. Não se sabe se ambos sempre fizeram tipo. O certo é que o arsenal de pérolas pronunciadas pelos dois já foi tema de debates e até tese de curso superior. O humor presente nas citações e análises faz bem ao leitor que precisa dar boas gargalhadas.
Algumas ‘riquezas verbais’ desses dois personagens são conhecidas, como “o Sócrates é invendável, inegociável e imprestável” (Matheus), em resposta a um clube francês, que queria o ‘doutor’; ou “Não venham com problemática que eu tenho a solucionática (Dadá).
O cartola paulista não tinha papas na língua e soltava o verbário para repórteres com a maior naturalidade, mesmo sabendo que falava coisas absurdas e engraçadas. Dario Maravilha sempre fez o tipo ‘crianção’, dando um toque de ingenuidade nas frases.
Em uma de suas campanhas para dirigir o Corinthians, Vicente Matheus, chegou ao ponto de pedir sua derrota: “Peço aos corintianos que compareçam às urnas para naufragar nossa chapa”. Já Dadá, não esquentou a cabeça para afirmar em um programa de TV que “quando não batia umazinha no vestiário, não jogava bem e nem marcava gols”. “Fico levinho, levinho”, afirmou, arrancando gargalhadas dos componentes da mesa.
Em cima dessa situação extremamente pessoal, o ex-atacante sempre arrematava: “Só existem três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá”.
São de Matheus as ‘espetaculares’, “Quem entra na chuva é pra se queimar” e a campeã de todas, “Esse problema é uma faca de dois legumes”.
Não só no âmbito clubístico, como também na imprensa, o folclore em forma de frases está presente. Nas futuras colunas mostraremos outros personagens que habitam a história do futebol pelos caminhos das pérolas verbais.

Por que não Vicentão?
Já que falamos dele acima, o estádio do Coringão, teria um nome histórico para o clube se fosse o ‘Estádio Presidente Vicente Matheus’. Seria uma homenagem justa ao homem que não roubou o clube que presidiu por tantos anos, segundo expressam os balancetes da época. Além disso, o nome de Vicente Matheus daria um ar ecumênico ao futuro estádio. Tudo porque o corintiano Matheus, como o palmeirense goleiro Marcos e o santista Pelé, são figuras adoradas por todas as torcidas de São Paulo.

Jorginho e o América
O ex-lateral e ex-técnico do América carioca está bem no Figueirense. Recentemente, Jorginho declarou que a história dele no Mecão ainda não havia terminado. Apesar da declaração, boa parte da torcida não vê com bons olhos o possível retorno do comandante e ex-auxiliar de Dunga na pífia campanha brasileira na Copa de 2010. O que a galera reclama é do ‘sistema retranqueiro’, tipo faz 1 a 0 e recua o time para segurar o resultado, além da história da ‘águia’ que o técnico quis colocar como símbolo no lugar do ‘diabinho’ Brasinha.

Jorginho e o América (2)
Por ter se convertido a uma seita evangélica, Jorginho passou a ver o símbolo tradicional do Mecão com olhos de exorcista e iniciou a campanha pró-águia. Essa intenção do treinador gerou um racha entre os jogadores e no meio da massa rubra que acompanha o time nos jogos. “Somos diabos! Los diablos rublos! Somos diabão!”, cantava os americanos na arquibancada do estádio Giulite Coutinho em protesto às intenções evangélicas do técnico.
Por essa e outras é que a galera rubra considera finalizada a história dele no clube.

Neto não sobe a serra
Logo após a saída de Manoel Neto do Bonsucesso rumores em Petrópolis davam conta do interesse do Serrano pelo treinador. Na última sexta-feira (21), o presidente Alexandre Beck, o China, declarou que não pretendia fazer oferta para contratar o técnico. O dirigente serranista disse que o clube não tem dinheiro para bancar a contratação: “O Neto é um técnico caro para os nossos padrões. Seria um bom nome, mas queremos continuar com o Fernando Pessoa, que está fazendo um excelente trabalho nos juniores”, explicou.

Lendo os coleguinhas
“A possibilidade de o estádio da Rua Figueira de Melo ser posto à venda é um tremendo absurdo que precisa ser evitado a todo custo. O desporto não pode ceder aos impulsos cada vez mais vorazes da especulação imobiliária, que só vislumbra cifrões. Trata-se de uma praça de esportes das mais antigas do país e que abriga um clube tradicional e bastante querido”.
(André Luiz Pereira Nunes, em sua coluna ‘Nas Margens do Campo’, da última quarta-feira (19), aqui no Papo Esportivo).

Sob nova direção
O Volta Redonda ganhou alma nova na Copa Rio. Boa, a estreia do treinador Valter Cesar, o Valtinho, ex-atleta do clube, na vitória por 3 a 1 sobre o América, neste domingo (23), no Raulino de Oliveira. Mesmo levando 1 a 0 no início do segundo tempo a equipe reagiu e construiu o resultado com serenidade. O time apático sob o comando de Dário Lourenço desapareceu e o que se viu foi um grupo motivado e correndo atrás do triunfo a todo instante. Detalhe: Valtinho usou as mesmas ‘peças’ de antes.


Rápido & Rasteiro

>> Jorge Fontes,
presidente da Liga de Futebol Rio Copa, anda feliz da vida com o sucesso de sua entidade, que promove três campeonatos por ano: futebol de campo, futsal e society.

>> Segundo Fontes, mais ou menos 130 times entram em campo ou na quadra e cerca de dois mil atletas correm atrás da bola nas três modalidades. A liga é de Bento Ribeiro.

>> Neste sábado (22) o Papo Esportivo esteve cobrindo as finais da Taça Rio, nas categorias Juvenil e Infantil. O repórter Paulo Roberto Rodrigues, mais uma vez marcou presença.

>> Paulo viu o Fluminense bater o Botafogo e o Flamengo, respectivamente, ganhar a competição e se habilitar para a final contra o Vasco da Gama nas duas categorias.

>> Boa parte da torcida do Serrano ficou frustrada pela não ida de Manoel Neto para o Leão da Serra. Nas duas únicas conquistas do clube como profissional (1992 e 1999) Neto era o técnico.

>> O Miguel Couto estará de volta à Terceira Divisão do Rio em 2012. Carlinhos Presidente confirmou isso, logo após ser reeleito para mais um mandato à frente do Tricolão da Colina.

>> Uma pergunta: Será que o ministro do Esporte Orlando Silva estaria sendo detonado se não houvesse Copa do Mundo no País, daqui a três anos? Com ceR$teza que não.


CAMISA DEZ
Veste o Fluminense pela conquista da Taça Rio Infantil e Juvenil. A garotada de Xerém mandou bem e levou mais dois troféus para a galeria do clube das Laranjeiras.

CAMISA ZERO
Vestem os terroristas de plantão, responsáveis pelas notícias de que o Brasil não terá todos os estádios prontos até a Copa do Mundo em 2014. São os ‘amestrados do contra’. Infelizmente.


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>> E-mail para esta coluna: jotacarvalho@papoesportivo.com
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