10/08/10


Ferj premia destaques das séries B e C

Festa do mais alto gabarito realizada na última quarta-feira (4), no salão nobre do Fluminense, nas Laranjeiras, à qual tive a honra e o prazer de ser convidado pelo amigo Uruan Junior (comigo na foto), assessor de imprensa da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, e a quem dei meus votos na escolha dos nomes.
Com o fim dos certames profissionais, alguns clubes já trabalham e como não fui apenas um convidado, meu credenciamento junto à Approach serviu para colher alguns depoimentos para este espaço. A propósito, o evento foi oportuno para notícias em farta messe e o leitor deste espaço pode conferir algumas novidades, desde já.

+ Uma das primeiras mesas que o presidente da Ferj, Rubens Lopes, visitou estava composta pela comitiva do Esporte Clube São da Barra. A agremiação, que já nasceu vitoriosa, completando um ano de fundação no dia em que conseguiu o acesso à Série B, esteve representada pelos primos Daniel e Carla (foto). A família Machado tem nele a presidência do clube e, nela, o título de alcaide daquele altaneiro e progressista município do Norte Fluminense. Daniel Machado é egresso das hostes do Goytacaz, do qual era torcedor na juventude recente. São João da Barra é uma boa praça para deixar o nome escrito no futebol estadual a partir de já.

+ Na foto da mesa do Madureira , o presidente Elias Duba - dono da gravata mais bonita de toda a cerimônia - fez questão, ao lado de Eneas Madeira e do vitorioso Antônio Carlos Roy, de buscar nove estações acima para esta foto, o sorridente presidente do Bangu, Jorge Varela. Outrora cético em relação à participação na Série D, o mandatário do Tricolor Suburbano acredita que o seu time - pelo início da campanha e agora com a volta de Roy - seja até um favorito. "Se não subir vai ser zebra", disse.

+ De Cardoso Moreira, Renato Jacintho (foto), presidente do clube da cidade que esteve por apenas um ano entre os grandes, garantiu que montará time para brigar por uma vaga e retornar à elite do futebol do Rio de Janeiro. "Estamos estudando nomes e traçando alguns planos para voltarmos bem em 2012", afirmou.


+ A uma hora de Cardoso Moreira, está Aperibé, região na qual o colega Paulo Roberto Rodrigues tem propriedades. Arthur Sanches, zagueiro de 22 anos (foto – esquerda), eleito pela terceira vez pela Ferj como o melhor na posição é de lá. Foram, segundo o pai, Zé Arthur (direita da foto), baluarte da crônica esportiva no interior fluminense, 17 partidas consecutivas sem levar cartão, computando quase 1.700 minutos sem anotações e jogando todas as partidas sem ser substituído. Seu grande sonho é fazer um ótimo Estadual em 2011 pelo Madureira. Ele quer repetir, principalmente, a atuação contra o Vasco, quando fez um gol de cabeça e chegar a “um grande clube”, segundo me garantiu. Eu vejo o Madureira como um grande clube e não apenas por eu ter um grande carinho por ele.

+ Um encontro em azul e branco. Dois amigos que prezo bastante são o Humberto Júnior (foto - esquerda), supervisor de futebol do Goytacaz e o presidente do Olaria, Heitor Belini (direita da foto). Enquanto Junior segue em Campos, mas tem algumas propostas para trabalhar na Série B, em 2001 e já começando a habitual organização meticulosa que o caracteriza, Belini também não fica parado, como uma estátua. Ele afirma que a excelente campanha do time bariri em 2010 tem tudo para ser reeditada a partir da Copa Rio, quando voltarão alguns jogadores emprestados e outros da base serão promovidos. Se no Goytacaz a poeira está baixando, no Olaria o trabalho segue.

+ Com o nome do primeiro Rei de Roma, dois Rômulos foram eleitos como atacantes de destaque na B e C. O da B abasteceu de esperança o torcedor da Região dos Lagos e deixou boa impressão com a camisa do Sampaio Correia, debutante na competição. Já o da C, que tem uma grafia diferente (Rhomulo), ajudou a transportar de volta para a Série B o centenário Barra Mansa. O R(h)ômulo, que marcou dez gols voltou ao Bangu e é só motivação para fazer uma campanha brilhante com a camisa do Bangu e brigar pela artilharia da competição, com ou sem pênalti. Confesso: quando os dois receberam o troféu, imaginei que ambos formariam uma dupla de muito sucesso em campo, principalmente porque já ajudaram suas equipes a subir de divisão. Seria um dueto no melhor estilo ‘embala e entrega’.

+ Mesmo não sendo o goleiro menos vazado da Série B e sem conseguir uma vaga para voltar à Série A (nunca esteve tão perto), o Bonsucesso foi um clube festejado na cerimônia, pela presença do goleiro Rodrigo (foto - primeiro à esquerda), que brilhou ao longo da competição, ao lado de Júnior (foto - primeiro à direita), que subiu com o America no ano passado. O valoroso presidente Zeca Simões (ladeado pelo presidente da Ferj, Rubens Lopes), estava exultante com a campanha do time: "O melhor de todos os que disputaram a Segundona, mas batemos na trave. Não desistiremos e voltaremos mais fortes ainda em 2011", disse. Zeca fez questão que o presidente da Ferj fizesse parte da foto. O dirigente prometeu, ainda, um churrasco no clube, em breve. Motivo? Comemorar a boa campanha.

+ A sensação de alívio é o sentimento comum nas hostes insulares. Em momentos distintos, conversei com os homens que conduzem o futebol da Portuguesa carioca, Salim Sleman, Cacau e o presidente Antônio Augusto Abreu (foto). "O susto foi grande! Para o próximo ano muita coisa será mudada, em termos de planejamento, estruturação e perfil de atletas", me disse o presidente. Ganha ainda mais força no clube, neste momento, os nomes de Cacau e Elenílson, na revelação e promoção de valores para o profissional. Pela estrutura e espaço físico que possui, a Portuguesa carioca precisa realmente começar a pensar em campanhas melhores. O clube é simpático e tem bonitas páginas escritas.

 

E-mail para esta coluna: menezes.fabiode@gmail.com

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