|
13/07/10
Série B do Rio - Grupo C
Com fulcro nos números, quatro brigam por duas vagas na reta final, faltando
quatro partidas para o término da segundona. Cabofriense segue firme, chegando
perto da taça e da vaga na condição de campeã, enquanto o Quissamã alterna com o
Nova Iguaçu o segundo lugar. O Bonsucesso, agora comandado por Lucho Nizzo (o
mesmo que há dois anos levou o Tigres à elite), mostrou estar vivo na briga e
tem a vantagem de enfrentar em casa o Quissamã na quarta-feira (estarei lá para
conferir o que reputo desde já como dos grandes jogos da atual temporada do Rio
de Janeiro). Vencendo, o Leônidas da Silva tem tudo para receber na última
rodada, a visita do Nova Iguaçu, com o mesmo Quissamã torcendo contra e fazendo
mais uma campanha formidável. Ao Fênix, cinco pontos atrás do segundo colocado,
cabe fazer o papel da ave homônima, para sonhar com a vaga, assim como o
Itaperuna - que também tem uma ave dourada no escudo - que se agarra à
matemática.
>> Classificação/Grupo C: 1º) Cabofriense, 30 pontos; 2º) Quissamã, 26; 3º) Nova
Iguaçu, 25; 4º) Bonsucesso, 23; 5º) Fênix, 21; 6º) Itaperuna, 20; 7º) Sampaio
Corrêa, 16; 8º) Sendas, 14; 9º) Artsul, 5 (saldo: -11); 10º) CFZ do Rio, 5
(saldo: -17).
Série B-Grupo X
Na última rodada, os ameaçados decidirão os seus destinos em seus próprios
domínios e, curiosamente, contra adversários livres da degola. Ao Profute uma
vitória simples contra o Mesquita, deixa a briga para dois clubes de grande
tradição que, juntos, tem 182 anos de história. Em epítome: os visitantes
franco-atiradores e os mandantes, matar ou morrer. Estarei em Campos
acompanhando Goytacaz-São Cristóvão.
>> Classificação/Grupo X: 1º) São Cristovão, 16 pontos; 2º) Mesquita, 15; 3º)
Angra dos Reis, 12; 4º) Profute, 10; 5º) Portuguesa, 9 (saldo: -6); 6º)
Goytacaz, 9 (saldo: -7).
+
Humberto Viana (foto), gerente de futebol amador do CR Vasco da Gama, foi
meu professor na universidade no início dos anos 90 e é uma das grandes figuras
do título de campeão estadual de juniores conquistado pelo clube da cruz de
malta, taça que não aparecia em São Januário há nove anos. Para quem não sabe,
Humberto é neto de Pixinguinha e já prestou serviços relevantes não só ao Vasco,
como também a Fluminense e Botafogo, além de ter trabalhado em seleções de base.
Outro que merece meus parabéns é o sempre atencioso Jair Bragança.
+
Marcio Máximo (foto), técnico carioca do bairro de Botafogo, e que dirigiu
nos últimos quatro anos a seleção da Tanzânia (enfrentou a seleção brasileira,
inclusive, antes da Copa), deseja voltar ao futebol brasileiro. Mesmo longe,
acompanhava o futebol carioca pela TV e declarou que "o futebol do Rio já viveu
uma fase gloriosa, passou por um período de declínio, e está ressurgindo com
campeonatos competitivos". Sobre a Copa (felizmente acabou no domingo, 11), fez
uma análise breve. "Compactação das equipes, com defesas sólidas, duas linhas de
quatro e, por conta disso, anulação total daqueles que eram apontados como
candidatos à estrela da competição". Aqui no Rio, Marcio Máximo trabalhou nas
divisões secundárias do Vasco, Botafogo, Barra da Tijuca e fazia parte da
primeira comissão técnica a convocar Ronaldo Fenômeno para uma seleção
brasileira de base.
+
Moça Bonita recebeu alguns súditos do famoso Reino da Malandragem, há dois
domingos. Da época em que "o mais otário consertava relógio no escuro com luva
de boxe", segundo dizia o meia Carlos Roberto, esteve presente diretamente de
Seropédica o atacante Luisão (foto). Batizado Sergio Luis Tolentino de Carvalho,
Luisão vestiu a camisa do Bangu em 250 partidas marcando 70 gols, foi um dos
mais emocionados ao conversar com o presidente Jorge Varela, após participar de
uma animada pelada de confraternização que contou com Bimba, Marinho, Marcelo
Henrique e vários outros. O mandatário alvirrubro recebeu de Ademir Batista
(lateral-direito no início dos anos 80), uma placa muito bonita, com os parabéns
pelo trabalho feito. Luisão fez um emocionado relato sobre uma vitória histórica
do Bangu no Parque Antártica sobre o Palmeiras (3 a 2), quando marcou duas vezes
e deu passe para Paulo Roberto "Marinheiro" marcar outro.
+
Quando a contenda parecia encerrada e sem vencedores, eis que Edson de Souza
Nogueira, conhecido como Mazolinha, avisa que na categoria restaurante uma das
melhores opções é o Point do Sabor, pertinho do Estádio Proletário Guilherme da
Silveira. "Não nego que tenho optado por uma dieta mais saudável, à base de
frango, para ficar mais 'chic'. Mas quando o assunto é uma comida caseira o
William (na foto com o treinador banguense) capricha no filé com fritas, muito
bem acompanhado de arroz com feijão e saladas variadas", garante.
+
Muita gente me manda email dizendo que privilegio o futebol da Zona Oeste e
que esqueço até das minhas raízes. Assim, de Bangu para a Zona Sul, estive na
última sexta-feira no estádio do Fluminense, nas Laranjeiras, marcando presença
no jogo-treino do tricolor contra o Rio Branco, campeão capixaba, agora
comandado por duas pessoas que prezo muito: Toninho Andrade, competentíssimo
treinador conhecido do nosso futebol e Flavio Annunziatta (foto), seu auxiliar e
escudeiro desde os tempos do Olaria.
Pela primeira vez trabalhando no Espírito Santo, os ambos elogiaram as boas
condições de trabalho do "Capa-Preta", que oferece plano de saúde aos atletas,
refeições de qualidade e salários pagos quinzenalmente (como é no México). No
mesmo grupo do America carioca na Série D do Brasileiro (que ainda conta com os
mineiros do Uberaba e os baianos do Camaçari, adversário dos capixabas na
estreia no próximo domingo), o Rio Branco vive um momento de muita expectativa.
Segundo Toninho, a diretoria tem prestigiado o trabalho. "Estamos implementando
algumas coisas no futebol capixaba e os homens que cuidam do nosso futebol por
lá são bastante receptivos a nossa ideia. Foi essa parceria que determinou o
acesso do Macaé no ano passado e que pode ser repetida em 2010. Para mim também
é bom, pois me ajuda a abrir um novo campo", garantiu.
+
André Luiz Queiroz (foto) que eu elevei à condição de diretor de futebol,
completou 20 anos no último sábado e foi homenageado por torcedores e sócios do
Bonsucesso, após a goleada de 4 a 0 sobre o Sampaio Correa. O clube da
Leopoldina está muitíssimo bem representado e por um jovem, tal qual foram os
fundadores do clube que no próximo dia 12 de outubro completa 97 anos.
+ Na
semana passada falei do Bel, do Mesquita, que tem Jesus no nome. Hoje falo
do Bel (foto), técnico dos juniores do Goytacaz, com quem estive rapidinho no
sábado, em São Cristóvão. Bel faz bom trabalho na base do querido clube azul de
Campos e era figura de destaque nos timaços que o Goyta tinha, sobretudo em '87,
comandados por Antonio Leone. Sem pena, batiam Fluminense, Botafogo, America e
outros que apareciam pela frente. Bel, Fazoli, Edivaldo (hoje técnico dos
profissionais), tinha o lateral-direito Zé Paulo, os gêmeos baianos Kel e Zó,
Haroldo, o goleiro Jorge Luiz e vários outros. Humberto Junior, supervisor
classe A, do clube, há muito elogia o trabalho do Bel, na base. Se o Bel de
Mesquita tem Jesus no nome, o campista recorre ao Altíssimo. "Só Deus mesmo para
nos salvar nesse momento de aflição que vive o Goytacaz".
+ Álvaro Maia pede e a coluna retifica: Daniel Machado é o presidente do
Esporte Clube São João da Barra.
E-mail para esta coluna:
menezes.fabiode@gmail.com
---------------------------------------------------------------------------------------------------------- |