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22/06/10
Série B do Rio de Janeiro: Cabofriense quase lá
Com o término do turno da fase final do Grupo C, com os resultados do final de
semana e a atual classificação, tudo leva a crer que a Cabofriense em breve
garantirá a sua vaga que a credencia ao regresso à elite do Rio. Trabalho sério
do técnico Roy e da diretoria do clube que soube montar um elenco qualificado e
experiente. Conta não só na comissão técnica quanto na retaguarda com elementos
profissionalmente de inquestionável qualificação. O Nova Iguaçu abriu dois
pontos de vantagem em relação a Quissamã e Itaperuna que valem muito, mas não
garantem a tranquilidade, pois as duas equipes interioranas ainda estão na
briga, sobretudo a comandada por Paulo Henrique, que tem um bom saldo e um grupo
entrosado. Os demais clubes, a meu juízo, terão de brigar muito para reverter o
quadro em que se encontram. O Bonsucesso ainda pode buscar sua reação à medida
em que, no confronto com os candidatos diretos, só sairá para enfrentar a
Cabofriense, recebendo Nova Iguaçu, Quissamã e Itaperuna no Leônidas da Silva.
Fênix e Sampaio Corrêa ainda buscam o milagre. Os demais, definitivamente já
deram adeus às vagas, conforme a classificação abaixo.
>>Grupo C: 1º) Cabofriense, 20 pontos; 2º) Nova Iguaçu, 19; 3º) Quissamã, 17
(saldo: 9); 4º) Itaperuna, 17 (saldo: 0); 5º) Bonsucesso, 14; 6º) Fênix, 12
(vitórias: 4); 7º) Sampaio Corrêa, 12 (vitórias: 3); 8º) Sendas, 8; 9º) Artsul,
4 (saldo: -7); 10º) CFZ do Rio, 4 (saldo: -12).
>> O
atual campeão estadual de juniores e da Copa Rio, tem em Fernando Martello
(foto) um dos seus pilares. E é dele uma das estórias mais curiosas do nosso
futebol. Com 53 anos, o paulista de São Pedro é o coordenador das categorias de
base da Fera da Baixada e chegou ao clube através do filho Leonardo que, aos 11,
apresentou-se ao Tigres do Brasil para fazer testes. Aprovado, o garoto resolveu
ficar em Xerém. Seduzido pela oportunidade de ter um filho integrado a um clube
de estrutura ímpar, Fernando resolveu ficar no Rio e com o lastro de quem foi
coordenador de esportes na cidade em que nasceu, logo foi convidado pela cúpula
do clube para prestar serviços. Está lá desde o início do clube, quando ainda
era o ‘Poland do Brasil’, há seis anos. Com relação ao segundo semestre, a
garantia é de trabalho eficiente. "A nossa base campeã de juniores do ano
passado vai ser aproveitada na Copa Rio, em busca do bicampeonato, tendo ainda
como foco voltar à Série A. O abatimento foi grande, sem dúvida alguma, pela
queda, mas é um trauma já superado", explica, sem deixar de mostrar orgulho de
ter trabalhado numa comissão técnica unida e que fez um planejamento impecável
no ano passado, revelando frutos hoje no Vasco, Botafogo, e até no Santo André,
vice-campeão paulista.
>>
João Baptista Ribeiro Filho, ninguém sabe quem é. Ele é o técnico e
ex-volante Manicera (foto), revelado no Olaria, mas que atuou com destaque em
vários clubes do Rio e de Santa Catarina. Manicera, que tem em René Simões o seu
maior espelho, avaliou a campanha do Ceres na Série B. "Faltou mais experiência
e tranquilidade ao grupo. Na hora decisiva, a maturidade fez falta. De qualquer
forma a campanha foi superior até mesmo em relação aos mais otimistas",
explicou.
Poucos sabem, mas um clube da Série C insistiu de maneira incansável para que
Manicera deixasse o Ceres e aceitasse a proposta de trabalho na divisão
inferior, mas respeitando o compromisso firmado com os comandantes do clube da
Rua da Chita, acabou ficando pela Zona Oeste. O treinador ganhou esse apelido em
homenagem do pai - flamenguista - ao zagueiro uruguaio que atuou no clube da
Gávea no final dos anos 60.
>> Carlos Roberto, ex-meia de Botafogo, Fluminense, Bangu, Santos e
tantos outros, e que dirigiu o Botafogo campeão carioca de 2006, para depois
comandar America e Madureira, é o atual treinador do FC Bangkok Glass, da
Tailândia. Como auxiliar tem o ex-zagueiro do Botafogo Brasília que dirigiu o
Bangu no Brasileiro da Série C em 2003. O destaque do time é um atacante também
brasileiro, de nome Ney Fabiano, que atuava no futebol da Austrália. Carlos
Roberto além de ser técnico é um conceituado executivo de esportes na Ásia.
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Serginho (foto) era o motor do Ceres , quando a equipe da Zona Oeste nunca
esteve tão próxima da elite, após perder a final de dois jogos para o
Friburguense, em 1997. Formado no Campo Grande, Serginho também atuou pelo
Esporte Clube Lucas e foi fazer carreira internacional, ao vestir por três anos
a camisa do FC Leiftur, da cidade de Ólafsfjördur, no Norte da Islândia. Por lá
disputou uma Copa da UEFA e uma Intertoto, competição esta hoje extinta.
Enfrentou equipes da França e da Suíça, mas o momento mais marcante foi tentar
parar o grandalhão Jan Koller, tcheco de mais de 2 metros, que atuou pelos
belgas do Anderlecht. "Mesmo perdendo em Bruxelas por 6 a 1 e em casa por 3 a 0,
mostramos alguma qualidade e perdemos com dignidade". Atuando pelos masters do
Campo Grande e próspero comerciante na região, Serginho fará curso para em breve
ser treinador.
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Fabio Lefundes (foto), preparador-físico de primeira linha, com a
experiência de quem já trabalhou em diversos clubes do nosso futebol (Olaria,
Bangu, Fluminense, Madureira...), ministrou palestra na última segunda-feira com
o fisioterapeuta Renan Coelho acerca dos parâmetros adotados na elaboração de um
programa de treinamento de futebol na Arábia Saudita. O sucesso foi retumbante
segundo alunos dos cursos de Educação Física e Fisioterapia da UNIABEU.
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Quem está de volta ao Rio de Janeiro é o zagueiro Victor Hugo (na foto com o
troféu). O defensor, após boa passagem pelo Bonsucesso na Série B da temporada
passada, foi contratado pelo Paysandu e sagrou-se campeão paraense em 2010. Com
boas atuações no Papão, Victor Hugo quer dar prosseguimento à carreira em grande
estilo. "Quero jogar num grande clube do Brasil e poder atuar também na Europa",
disse o zagueirão, que começou no Flamengo e lá trabalhou com treinadores do
gabarito de Silva Batuta e Paulo Henrique, o mesmo vitorioso do Quissamã,
passando ainda pelas bases do Fluminense e Portuguesa. A profissionalização
aconteceu na Lusa Carioca, onde, segundo ele, aprendeu muito com os técnicos
Alfredo Sampaio, Nilson Dias, Toninho Andrade, dentre outros.
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Professor Izaias Nascimento faz brilhante trabalho comandando o Memória, um
instituto da memória e propagação da cultura e do esporte. A instituição está
promovendo uma exposição das mais interessantes sobre os 40 anos do tri mundial
e conta com os registros fotográficos de Ari Gomes. Marco Antônio (em breve no
‘Por Onde Anda’, do bangu.net), Brito e Roberto Miranda estão marcando presença
em algumas estações do Metrô. Nesta semana a do Largo da Carioca receberá o
pessoal que levantou a Jules Rimet, no México, em 1970. Maiores informações
através do contato@maismemoria.net
>> Parabéns ao Rio Branco Atlético Clube, de Vitória, não só pelo título
capixaba conquistado recentemente, como também pela escolha acertada de Toninho
Andrade para treinador. Torço e torcerei muito pelo sucesso de um profissional
da melhor estirpe e que esse ano, mais uma vez, operou o milagre de salvar o
Americano de uma queda inédita. Sem conhecer o plantel do campeão do Espírito
Santo, desde já o credencio como favorito a uma das vagas em competições
nacionais, tal qual o Macaé Esporte no ano passado. O experiente e competente
Flávio Annunziata será o auxiliar técnico. Paulo Roberto Rodrigues, companheiro
sério da casa, teve acesso à informação de primeira quando deu um pulo para
fechar a venda de algumas cabeças de gado em Campos, na sexta-feira.
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menezes.fabiode@gmail.com
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