29/06/10


Grupo X: disputa para não cair

O São Cristóvão recebeu a companhia do Mesquita - que após o empate deste com o Goytacaz no sábado, no Louzadão, garantiu a sua permanência na Série B - e estão os dois livres da ameaça de rebaixamento. O Angra dos Reis também deu importante passo no ao derrotar os cadetes, chegando a nove pontos e a briga, na metade inferior da classificação, a partir de agora está entre Profute, Portuguesa e Goytacaz, sendo que os campistas medirão forças com os seus dois adversários diretos nas duas próximas rodadas, a começar na quarta-feira, no confronto com a equipe da Ilha do Governador, em Campos. O Profute tem a vantagem de fazer seus dois próximos jogos em seus domínios e isso pode garantir, já no primeiro, tranquilidade para enfrentar um Goytacaz que poderá apostar suas últimas fichas no sábado (3).

++ A Portuguesa da Ilha não descuida dos trabalhos físicos para se garantir na Série B e tentar a batalha do próximo ano para voltar a conviver com os grandes em 2012. Bené, na foto, tem aproveitado da melhor maneira possível para que não falte gás à Lusa na reta final do Grupo X.
 


++ Zila, é um homem de palavra. Quando o treinador do São Cristóvão assumiu o comando do time cadete no dia 21 de maio, fez contato comigo e uma das primeiras coisas que me disse foi que trabalharia com afinco no sentido de, ainda no primeiro turno, garantir a permanência do clube do bairro imperial para a disputa da Série B em 2011, e não deu outra. Após a vitória contra o Goytacaz, em casa, há dois finais de semana, Zila manteve o tradicional clube de 112 anos e já faz planos. "Vamos conversar - eu e a diretoria - no sentido de saber qual a diretriz a ser tomada na sequência do Grupo X, até porque precisamos cuidar com carinho da base, já que os juniores fazem ótima campanha no estadual da categoria, e eles serão utilizados no ano que vem para que o São Cristóvão volte à elite", afirmou.

++ Se a pífia Copa do Mundo tem poucos destaques, vamos buscar fatos interessantes e curiosos. Se há exemplos de uma competição em família, com irmãos vestindo a mesma camisa e irmãos vestindo camisas diferentes, há também pai treinando filho, como na seleção eslovaca e também entre os norte-americanos, Carlos Tozzi e Diogo (foto), pai e filho (este lateral-direito) trabalharam recentemente no campeonato piauiense no Cori-Sabbá, da cidade de Floriano. O ex-treinador de Madureira e Bonsucesso, comandou pela primeira vez uma equipe nordestina e acredita ter deixado portas abertas na escaldante terra dos bodes e da cajuína. "Espero voltar e, quem sabe, até trabalhar num clube de melhor estrutura do Piauí. De qualquer forma, valeu a experiência". A família Tozzi, a propósito, tem o nome na história das Copas. Humberto Tozzi, pai de Carlos e avô de Diogo, vestiu a camisa da seleção na Copa de '54, na Suíça, como jogador do Palmeiras.

++ Luizinho Lemos (foto), eterno ídolo da torcida americana, está de volta ao Brasil, após uma temporada de sucesso no mundo árabe, quando dirigiu o Al Shamal, do Catar. "Consegui o acesso do clube à primeira divisão e estou conseguindo bons resultados subindo equipes por lá. Foi o meu quarto título, após ter trabalhado não só no Catar como no Kuwait", garante. Luizinho por aqui também treinou o Lagartense (Sergipe), Brasiliense e no Pará foi campeão estadual no Remo, e no Rio dirigiu não só o America como o Itaperuna.

++ Totonho, bom lateral do Goytacaz, está de malas prontas para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro, pelo Ituiutaba, de Minas Gerais. Outros nomes do clube campista podem seguir o mesmo destino e, alguns, até por outras equipes. O atacante Jean Sá pode reforçar o Paysandu e, comenta-se, o Duque de Caxias pode se reforçar na B do mesmo certame com alguns nomes da Rua do Gás.

++ Já que estamos falando de Campos, tive o imenso prazer de reencontrar para uma conversa das mais agradáveis o excelente repórter Arnaldo Garcia (foto), do qual era fã e ouvinte, e que conheci no início dos anos 80, fazendo coberturas esportivas para a extinta JB AM 940. Por inúmeras vezes conversei com ele em Moça Bonita , principalmente quando Americano e Goytacaz jogavam por lá. Lembramos de uma partida em que o Goyta, que tinha na zaga Abel Braga, segurava bravamente o Bangu, até que o técnico Moisés promoveu a entrada de Fernando Macaé no lugar de Paulinho Criciúma. O atacante entrou e de cara fez um gol e ainda deu passe para Ado fazer 2 a 0 para o Bangu. Em breve, trarei um belo depoimento de Garcia sobre o momento do futebol campista.

++ Cleber Val (foto)
treinador de goleiros do Bangu, e como qualificado e estudioso profissional que é. faz uma revelação interessante e politicamente correta: "No último campeonato estadual, houve 12605 reposições de bola, das quais poucas terminaram em gol, embora chances tenham sido criadas, mas não quero apontar quem errou ou acertou mais. Como é um fundamento da maior importância, vou trabalhar muito em cima desse número, o 12605, para que o percentual de gols seja maior já na Copa Rio, cujo ponto forte será em outubro", explica Cleber que, fazendo seus goleiros voarem como águia, pelo visto já adotou esse número tal qual Zagallo escolheu o 13.

++ Cirio Quadros, na foto com o "Doutor em Reportagem", Luis Alves, foi um volante gaúcho de muita qualidade que o Campo Grande teve no início dos anos 90. Hoje é técnico no seu Rio Grande do Sul, mas faz questão de lembrar que começou sua carreira de treinador no Galo da Zona Oeste, assim que encerrou sua carreira de atleta: "O time do que tenho mais atletas na memoria é aquele de 91, de grande campanha no Campeonato Carioca, que tinha como técnico o Edu Coimbra, e jogadores como o Lucas (goleiro), Roberto Dinamite, Elói, Claudio Adão, Zinho, Rogerinho e João. No ano seguinte tive a primeira experiencia como tecnico, quando o Lula saiu faltando seis jogos e o "Seu Santos" (presidente do clube) me nomeou técnico, e deste time lembro do Xexeu (zagueiro), Ronaldo(lateral), Palmieri(goleiro), Cacu (atacante), Falcão (atacante) e do Marco Antonio (zagueiro). Meu jogo marcante foi como jogador em 91, quando ganhamos do Vasco no Italo Del Cima em jogo com muita chuva, que o Vasco fez questão de jogar, e eu fui escolhido o melhor em campo, ganhando como prêmio uma noite no melhor motel do Rio naquela época. Dos dirigentes lembro muito bem do Seu Santos (que faleceu) e do Paulão supervisor. No mais, tenho saudades dos melhores momentos da minha vida pessoal, que foi ai no Rio de Janeiro", me contou por email na última semana. Realmente não só ele, Círio, mas para toda a torcida do Campusca matar as saudades. Principalmente os mais jovens. Os mais antigos, porém, devem se recordar (e muito bem) daquele Campusca que em '62 tinha Edmar, Domingos, Norival e Neodir - que fez o primeiro gol do Galo da Zona Oeste no Maracanã - na vitória ( 3 a 1) no Botafogo, no estadual daquele ano,em que o Bota vinha do título de '61 e foi bi.

++ A briga pelo melhor lanche do Rio de Janeiro chegou a Mesquita. Dedeco, um meia inteligente que disputou a Série C pelo União Central, e que já vestiu a camisa do Mesquita com muito brilho e também atuou na Irlanda, garante que o pastel que sua mãe, Dona Lúcia, prepara é imbatível. "Respeitamos os concorrentes, mas aqui até a carne é especial, sem contar que o tempero é orgânico", afirma, ao lado da irmã Aline (foto) sobre o delicioso acepipe servido no bar da família.

 

E-mail para esta coluna: menezes.fabiode@gmail.com

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