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09/06/08
Final Nova Iguaçu x Americano
Se Joel Santana foi para a África do Sul e ainda espera um busto na Gávea, os
torcedores de Nova Iguaçu e Americano deveriam se cotizar e erigir bustos em
homenagens a Edson Souza e a Toninho Andrade, respectivamente no CT Laranjão e
no Parque Tamandaré, pelos trabalhos notáveis e distintas campanhas. Fiz menção
ao clube laranja na semana passada. A estrutura, aos profissionais que lá estão,
ao projeto e ao trabalho. Quanto ao Americano, posso apontar o grande
responsável: ninguém menos que Toninho Andrade. Ano passado ele levou o Olaria a
uma posição além das expectativas de um time jovem na Segundona carioca e, este
ano, saindo da Bariri foi a Campos mostrar sua batuta pé-de-coelho. Além de
salvar o Cano de um inédito rebaixamento, hoje reconduz o clube a uma competição
nacional, o que não ocorria há algum tempo. O Nova Iguaçu, por sua vez, já
garantiu, pela primeira vez, a participação numa disputa de ämbito nacional.
Serão duas partidas bastante interessantes, disputadas, entre duas equipes que
jogaram doze vezes cada uma. O meu colega Paulo Roberto Rodrigues, ilustrou com
riqueza de detalhes em matéria da semana passada, as campanhas: ambas venceram
metade dos seus jogos. Na média, o ataque do Nova Iguaçu fez quase dois gols por
partida e o do Americano pouco mais de um. A meta laranja - bem trabalhada pelo
Eduardo Mello - sofreu menos de um gol por partida e a da equipe da terra do
chuvisco também não entregou o doce com facilidade, sendo vazada apenas treze
vezes. Desejo que os dois times façam duas grandes partidas para fechar com
chave de ouro a competição que foi um sucesso total.
>>> Passe Rápido
+
Ziquinha (foto), o bom atacante do Friburguense, sabe apenas por especulação
e rumor que o seu nome circula como um dos reforços para o Bangu na segundona.
Enquanto o seu companheiro de equipe Cadão diz nada saber sobre a ida à Zona
Oeste, Ziquinha afirmou que "será uma satisfação, um imenso prazer voltar a
trabalhar com Roy ", com quem viveu grandes momentos pelo Tricolor da Serra.
+ Ronald Nunes, técnico do Bonsucesso, e ex-lateral aplicado e eficiente
que eu vi jogar não só pelo Fluminense, como também pelo Madureira, Americano e
Central de Barra do Piraí, dentre outros, está de olho em muitos jogadores para
reforçar com a experiência necessária o seu elenco na Segundona. Um dos nomes
preferidos joga numa posição que ele conhece bem: Sérgio Gomes. O lateral do
Friburguense formará o setor direito da equipe com Valdiram, ex-Vasco. Na
quarta-feira, a convite dele, acompanharei o jogo-treino do time da Leopoldina
contra a Estácio de Sá.
+ No último domingo, em entrevista à Maria Chuteira (triste com a
desistência da Cabofriense, da Série C), descontraída e espirituosa - além de
competentíssima profissional – durante a jornada da Rádio Globo, apresentada
pelo Gilson Ricardo (nosso Gilsão, o amigo do Reisinaldo), comentei os
lamentáveis episódios ocorridos após a partida entre Nova Iguaçu e Quissamã. O
Papo Esportivo passou a ser a referência de informações da Copa Rio, como bem
será na Segundona, Terceirona e Série C do Brasileiro, para o plantonista André
Luís, dono de uma das vozes mais marcantes da emissora da Rua do Russel, que
encontra por aqui o mais completo manancial de informações precisas e sempre
corretas.
+ Política e futebol - Segundo o vice-presidente do Paraíba do Sul
Futebol Clube, Carlos Cinqüenta, a prefeitura ameaçou cortar a subvenção que
vinha dando em apoio ao clube da cidade. A diretória do Clube entende que se
realmente for confirmada a notícia,será uma retaliação política, pois o
presidente do clube José Rubem, Rubinho, é pré-candidato à prefeitura do
município e estará concorrendo contra o atual prefeito. Retirar o apoio é
aniquilar o sonho de uma apaixonada torcida que um dia imagina o Paraíba do Sul
disputando um campeonato contra as grandes equipes da capital. Vide o exemplo
recente da Cabofriense, na Série C.
+ Futebol e política – Quissamã, no Norte-Fluminense, é, hoje, uma cidade
que respira futebol. Segundo torcedores do time azul-e-branco, o apoio da
prefeitura é irrestrito e não falta rigorosamente nada aos atletas. O projeto
apresentado em 2006 pelo treinador nascido na terra, Paulo Henrique, encontrou
receptividade total do poder público municipal que abre os portões do estádio
nos dias de jogos e libera os funcionários para acompanhar a equipe, cujo teto
salarial é de mil reais, e ainda fornece alimentação, assistência médica,
hospedagem e prêmios. O amor ao clube, o trabalho, o empenho e o denodo de cada
um, seguramente alçam o QFC à condição de favorito a uma das vagas ao acesso à
Segundona de 2009.
+ Com a breve saída do cargo de Márcio Touson, para retomar as atividades
na gerência do futebol do Botafogo, outro nome de Cabo Frio acabou sendo
lembrado: José Reis. Aquela terra deve ser mesmo terra de bons administradores
de futebol, e não é de hoje. Márcio trabalhou na Cabofriense, quando Dario
Lourenço era o técnico e José Reis consolida seu nome entre os grandes.
Entretanto, todos seguem os passos daquele que marcou época: Carlos Alberto
Galvão, o Catuca.
+ O Tanguá EC estréia no profissionalismo nesta temporada, disputando a
Terceirona do Rio e negocia com a diretoria do Paduano Esporte Clube, de Santo
Antônio de Pádua, terra do meu amigo Paulo Roberto Rodrigues - manancial
inesgotável de informações das categorias de base do Estado - para mandar os
seus jogos no estádio Waldo Carneiro Xavier. Os dirigentes dos dois clubes se
reúnem nos próximos dias para acertar os últimos detalhes da parceria e
registrar o acordo em cartório. Como o alvianil, campeão da Terceirona em 1987,
passa por dificuldades, a parceria une o útil ao agradável, pois o aurianil de
Tanguá, sem estádio na sua cidade que comporte uma competição profissional, leva
o seu time para um município que este ano passaria em branco para os seus
torcedores.
* Esta coluna é publicada às segundas-feiras.
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